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Mercado imobiliário na pandemia: tomada de decisão, nova precificação e micro apartamentos

publicado por Grupo Lírios  |   postado em 30 de setembro de 2020


Mercado imobiliário na pandemia

Não é segredo que o mercado imobiliário vai passar por mudanças. Estas mudanças não foram causadas pelo COVID-19, porém se intensificaram com a pandemia, potencializando ainda mais os desafios dentro do setor. Vieram as muitas dificuldades para estabelecer contato com clientes finais, apresentar produtos e fechar contratos 3de compra e venda ou locação de imóveis.

Há alguns anos, sentimos que as relações comerciais no imobiliário passavam por ajustes e ganhavam um novo olhar, quando clientes finais viam maior valor nas conexões feitas por canais e ferramentas que utilizavam tecnologia. Era notável seu impacto durante a busca, escolha e tomada de decisão por um ou outro produto imobiliário.

Na prática, o que mudou para o mercado imobiliário?

Mesmo com a pandemia de coronavírus criando incertezas na economia brasileira, empresas imobiliárias e corretores de imóveis continuam a receber o mesmo número de clientes, talvez até mais em algumas localidades, porém agora virtualmente.

Quando a crise atual começou, muitos clientes já estavam sob contrato em muitas imobiliárias e com corretores de imóveis, foi então necessário encontrar maneiras de finalizar estes contratos com segurança e manter o isolamento entre as partes, e foi então que tudo começou a ficar nebuloso para o mercado imobiliário na pandemia.

Hora de manter o relacionamento com os clientes em meio ao “caos” estabelecido

Ao identificar as primeiras mudanças comportamentais entre vendedores e compradores, foram contratadas muitas ferramentas para melhorar a comunicação e a gestão nas empresas, além de incorporar muitas novas habilidades foram nos profissionais de venda.

São perdas significativas, tanto pessoais, quanto comerciais. A economia e o mercado imobiliário não voltarão magicamente para onde estavam em patamares de aceleração, como foram os meses de novembro e dezembro de 2019. O segundo trimestre deste ano de 2020 sofrerá uma contração dramática.

Para entender o que acontecerá com os preços dos imóveis nos próximos meses, será necessário analisar cada imóvel até o nível do detalhe de suas características. Cada imóvel será único, o padrão por amostragem não fará mais efeito e o Big Data será a principal ferramenta de análise imobiliária a partir de então.

Quais as tendências e previsões para o mercado imobiliário nos próximos meses (e até anos)?

Os micros apartamentos deveriam ser a onda do futuro, mas os moradores de pequenos espaços vão agora em busca de mais m², ou seja, mais espaço (e os proprietários de lares maiores já se mudaram para sua segunda moradia). 

Edifícios boutique recebem mais importância agora em grandes empreendimentos e as moradias se tornarão mais valorizadas. Arquitetura deve combinar com estilo de vida, unidades habitacionais tecnológicas e gentilezas urbanas.

Varandas, terraços e rooftops já são comodidades preciosas para qualquer comprador em potencial, agora serão mais valorizados e mais buscados nos próximos meses. O espaço do escritório em casa também se tornará uma oferta mais padrão, contudo, muitas dúvidas ainda estão sem resposta:

  • Será possível imaginar como será o novo “normal” e quanto tempo levará para que o mercado se adapte aos novos hábitos de consumo e das relações de trabalho? 
  • Essa crise acelerará as mudanças eletrônicas no setor imobiliário?
  • Como tudo isso afetará o setor de corretagem imobiliária?
  • Podemos ver mudanças mais significativas chegando ao setor imobiliário nos próximos meses?
  • Quais consequências adicionais da pandemia de coronavírus no mercado imobiliário?

Muito do que vemos agora são apenas questionamentos. Perguntas sem respostas para o momento, porém, que fiquem para termos entendimento das novas relações humanas e de como o imobiliário não se faz mais de produto, agora, certamente, é de pessoas para pessoas com um toque de tecnologia.


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