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Primeira casa própria: o que fazer antes de comprar?

publicado por Grupo Lírios  |   postado em 29 de abril de 2020



Comprar a casa própria é o sonho de consumo de muitos brasileiros. Mas, para realizá-lo, é necessário aprender a poupar e fazer um bom planejamento antes de entrar em um financiamento que pode durar 30 anos e comprometer até 30% da renda durante esse período.

Afinal, para dar entrada na maioria dos financiamentos é preciso ter 20% do valor do imóvel em mãos. Isso significa R$ 50 mil para um financiamento de R$ 250 mil, R$ 100 mil num financiamento de R$ 500 mil e R$ 150 mil para um financiamento de R$ 750 mil, o teto do valor aceito para o Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

Quem nunca passou por essa experiência antes ou não tem intimidade com assuntos relacionados ao mercado imobiliário pode se sentir ainda mais preocupado e confuso. Afinal, esse tipo de aquisição envolve muitas burocracias e requer atenção para que o comprador não assuma riscos.

Se esse é o seu caso, não se preocupe. Você vai encontrar neste artigo um verdadeiro guia para ajudá-lo a realizar a compra de seu novo imóvel com conhecimento e segurança. Boa leitura!

 

O que fazer antes de comprar a casa própria?

Elaborar um planejamento detalhado é um passo importante antes de começar a procurar um imóvel que atenda às suas necessidades. Para isso, é preciso definir (ou estimar) as seguintes prioridades e preferências:

 

Defina tudo

Defina se você gostaria de optar por uma casa ou apartamento e se o local será novo, usado ou na planta.

Os imóveis novos costumam ter mais facilidade de financiamento, os usados podem ser mais em conta (dependendo da estrutura do local), mas exigem maior atenção no momento da escolha e os na planta geralmente oferecem preços mais atraentes, por conta do tempo que a construção levará para ser finalizada.

Depois de decidir tudo isso, é hora de escolher uma imobiliária, incorporadora com consultoria própria (o que pode facilitar a comercialização) ou corretor independente para ajudar você nessa jornada.

 

Imóvel na planta: o que avaliar?

Caso tenha optado por um imóvel na planta, é preciso firmar um contrato com uma incorporadora competente, que ofereça segurança e tenha excelente reputação no mercado.

Por isso, não hesite em analisar o histórico da construtora e procurar por possíveis reclamações na lista do Procon. Aproveite para conversar com clientes antigos e perguntar se eles recomendam a prestação de serviços daquela empresa ou não.

Também é indispensável visitar o Cartório de Registro de Imóveis para ver se o registro da incorporação daquele empreendimento realmente existe.

 

Imóvel novo: o que avaliar?

Tudo que faz parte da estrutura de um imóvel novo — como pisos, telhado, instalações elétricas e hidráulicas — geralmente é oferecido ao morador sem desgaste ou necessidade de reparos. Por isso, ele deve esperar que o local tenha sempre melhores condições que um imóvel usado.

Caso isso não aconteça, a imobiliária responsável pela venda deverá ser acionada para providenciar o conserto de qualquer problema estrutural dentro de um determinado período de garantia — que deve ser negociado antes da finalização do processo de compra.

 

Poupe até obter 20% do valor do imóvel

O primeiro passo é juntar dinheiro para dar a entrada no financiamento, já que a maioria das linhas de crédito permite financiar até 80% do valor do imóvel. O dinheiro deve ser guardado numa aplicação de pouco risco, como poupança ou fundos de renda fixa.

 

Poupe 30% da sua renda

Dessa maneira, o futuro comprador já se acostuma a viver sem essa parcela de seu orçamento, que estará comprometida por até 30 anos, dependendo do prazo do financiamento.

 

Se mora com os pais, aproveite a folga financeira para poupar

Ainda que os pais não queiram, o jovem deve se planejar para dar entrada em um imóvel em três ou quatro anos. Recomenda-se que o jovem se ofereça para pagar algumas contas da casa dos pais, para ir se acostumando aos novos custos que terá quanto morar na casa própria.

 

Poupe dinheiro para as despesas de escritura e documentação

Além dos papéis do banco, o comprador também terá de pagar o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), cuja alíquota varia segundo o município; custos do cartório e do próprio financiamento, como avaliação do imóvel; análise jurídica da documentação, entre outros. Esses gastos costumam representar em média 4% do valor do imóvel.

 

Finalizando, com este pequeno guia sobre o que fazer antes de comprar sua primeira casa, esperamos ter trazido boas dicas sobre como agir em diferentes momentos de todo o processo de aquisição do imóvel. Fique atento, principalmente, às melhores formas de investir os recursos poupados por você mês a mês, pois, como sabemos, as dificuldades financeiras são os maiores empecilhos na conquista desse objetivo.


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